dou por mim sem as asas do riso entregue aos aplausos do prestígio sem segurança mas reconheço a voz familiar que me diz filho vem o caminho da eternidade é por aqui e não resisto mais ao vento (mar) 22/0511
Gosto de ti oh noite silenciosa, quando, no campo, sigo a meditar ouvindo, no ribeiro, a rã coaxar e, dos grilos, a nota harmoniosa. Quando tu vens, a lua curiosa, surge no céu para te vir mirar e muitas vezes veste de luar a tua treva tão misteriosa. Gosto de ti, dessa serena paz que suaviza e tanto bem me faz; contigo sei sentir e sei sonhar! O dia é movimento, é luz, é grito mas tu és o silêncio infinito és um enigma para decifrar
(Poema gentilmente cedido pela prezada amiga Deolinda Batalim)
“Mas tu, quando jejuares, lava a cara e penteia-te bem.” Evangelho segundo Mateus 6:17 quando jejuares jejua como se estivesses farto quando fizeres tudo faz tudo como se cantasses sofre como se festivo fosse o dia sem espaço para o ar que as janelas abertas te oferecerem jejua como se tivesses a casa cheia de pão e o coração pleno de pássaros soltos em pleno voo de rosto lavado do sangue da véspera e da água morta da noite Deus conhece a fome esconsa do teu rosto que não seca a flor ainda que assim o pareça é a mão de Deus quem lhe apura os perfumes
Doí-me a alma de tantos nadas fazer preciso ter calma o corpo já não consegue corresponder estou só com pensamentos distantes o que quero já não me lembro tanta luta e tudo fica como antes Gritos de solidão rodeado de tanta gente a vida pode ser ilusão de amor preciso verdadeiramente palavras bonitas sentimentos de amor não consigo encontrar não preciso só de cantigas também te quero amar momento de ilusão para pratica indefinida consciente na definição procuro acção definida preciso ver a luz do teu sorriso na noite escura da minha acção sem ti para que vale o que eu concretizo se a Tua vontade não faço ó Deus e não é só Teu o meu coração
Há uma linda canção de amor Dentro do meu coração Seja inverno ou primavera em flor Cantarei esta canção O Amor é paciente É bondoso e prestativo Ele não é invejoso Mas é sempre construtivo O amor não é ciumento Muito menos orgulhoso Ele não se pavoneia Porque não é presunçoso O amor é muito modesto Não procura impressionar Nunca chama a atenção Só o que é bom vai guardar O amor tem boas maneiras Ele não é melindroso Não é inconveniente Nem tão pouco mentiroso O amor tem boas maneiras Se o mal bater a porta Ele não é egoísta Tudo crê tudo suporta Também não é negativo Nem se alegra com a maldade Alegra-se com a justiça E sempre conta a verdade Nunca maltrata ninguém A isto se chama amor Ele não é irritadiço E não guarda rancor O amor nunca desiste O amor tudo desculpa O grande Herói é incrível A ninguém atribui culpa
Recentemente choveu muito algumas sementes de erva daninha tiveram oportunidade ao velas brotar fiquei desiludido decidi não as regar para deixar crescer a caridade o sol quente de verão chegou na primavera queimou os rebentos frágeis das minhas boas acções o meu coração angustiado procurou alento e o obterá confio em Deus e ficarei livre de preocupações O Verão Chegará brevemente escolhi tanta coisa para alegremente fazer para dar bons frutos em Cristo tenho de ser perseverante a graça de Deus me basta e amigo de Cristo continuar a ser
Andei em busca do Eterno estive em tantos lugares ergui altares, andei errante vivi a vida num rompante e encontrei o Querer que me disse: que o lugar do Eterno não era ali Busquei em grandes cidades na correria dos dias, nas línguas que aprendia, nas emoções que vivia na coragem que sentia, nos talentos, na sabedoria... e encontrei o Sábio que me disse: que o lugar do Eterno não era ali Busquei nos rios, nos mares nas cores que enfeitam a terra no céu que empresta Luz, no brilho que seduz, nas estações definidas no verde musgo paisagem nas casas brancas... miragem. e encontrei o Belo que me disse que o lugar do Eterno não era ali Busquei na letra escondida nas frases que se formavam nos pensamentos que chegavam na junção das palavras...poesia nos romances que criei, nos poemas e histórias que inventei e encontrei a Poesia que me disse: que o lugar do eterno não era ali Busquei no homem que amei nos filhos que gerei, nos amigos que encontrei nos relacionamentos saudáveis, na comunhão no colo de minha mãe, no abraço de meu pai na amizade do meu irmão E encontrei a Segurança que me disse: que o lugar do Eterno não era ali Busquei nos templos, nas relíquias, nas imagens de adoração no ritual aprendido no ensino, na prática, no desejo de perfeição Nos altares da vida, no homem intercessão... e encontrei o Sagrado que me disse: que o lugar do Eterno não era ali. E então cansei de tanto buscar pois o lugar do Eterno era impossível de achar fiquei assim em silêncio sem palavra sem chão quando senti de leve um toque de paixão foi então que percebi Que o Eterno que eu buscava estivera sempre ali. deu-me querer, consagração segurança, aceitação esculpiu o belo ao meu redor fez da minha letra poesia do aprender sabedoria e veio viver Eternamente dentro do meu coração.
Mãe um simples gesto de amor tudo começou num gesto de amor depois durante nove meses cheios de ternura me protegeste no teu ventre com dores me encaminhaste para a vida e o teu rosto foi o primeiro que olhei a verdade é que não via nada mas sentia-te esse era o nosso encontro a tua intuição era vital para mim e a forma como me olhavas ao nutrires o meu pequenino ser acabava por saciar o meu espírito a cada passo crescia a nossa confiança entrei na escola completei o meu curso ou talvez não mas o mais importante é que fizeste tudo para mim agora sou tua filha és a minha mãe e embora unidas para uma eternidade cada uma irá seguir a sua vida fluir na sua liberdade e no fim iremos coexistindo num contínuo gesto de amor Sara Pereira 01/05/2011