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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"ser ou não ser eis a questão..."


sou o que sou sou o que vejo
sou o que não vejo
sou o que sou
sou um lamentador
sou um labutador
sou um chorão
sou um refilão
sou impaciente
sou um ser vivo que usa a mente


sou aquilo veêm
sou aquilo que não vislumbram
sou sobretudo um ser vivo
sou o que sou
porque
Ele é o que é!

Carlos Alberto Martins
12/10/11

Extensão

“…para amar queria a terra toda, para morrer bastam-me os flancos do silêncio”
Eugénio de Andrade, “Seja isto dito assim” (Memória doutro rio)

para navegar
toda a água é oceano
e o astrolábio é navio
para cantar todo o corpo
é peito e fornalha na voz

se quero rir tiro a máscara antiga
se quero sonhar estendo o coração
para lá das ruínas

para morrer tão pouco me basta
que os olhos se calem sobre o teu flanco

para te amar uma ilha é ainda pouco
só me chega a terra toda

Rui Miguel Duarte
09/10/11

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Os Coqueiros

Nunca pensei
pudesse ver nos coqueiros
coisas de tua alquimia.

Quanto de cálido
os coqueiros anunciam
nas palmas longas
carregadas de coco, água doce
e sombra,
essência da tua própria alegria.

(Julia Lemos)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Rios e Vales


Por entre rios e vales
e o sol resplandecente
Murmuram as águas do rio
O chilrear dos passarinhos
Entoam naquele silêncio profundo

Onde a natureza é real e verdadeira
Florescem as flores silvestres
Abelhas num vai e vem de flor em flor
Procurando néctar para o seu mel

Ouve-se o som das pinhas
A caírem dos pinheiros
O ar puro que se liberta
através das árvores e das flores

Neste silêncio profundo posso imaginar
A tranquilidade que um dia vamos gozar
no céu de Luz. Como o nosso senhor Jesus

Regina Ferreira